Homens Reborn: A Simulação da Masculinidade na Era da Fuga
Vivemos dias em que o real é frequentemente substituído pelo que apenas parece real. Em meio a essa cultura de simulações, os bebês reborn - bonecos hiper-realistas que imitam bebês humanos - têm ganhado notoriedade. Criados com esmero para parecerem vivos, são cuidados, alimentados e até passeiam em carrinhos de bebê. Mas, ao final do dia, continuam sendo bonecos: não crescem, não se desenvolvem e não enfrentam as dores da existência real. Esse artigo é um convite à reflexão - e à confrontação - sobre a crise da masculinidade na contemporaneidade, especialmente à luz das Escrituras.
Editorial Força & Fundamento
5/26/20253 min read


O Fenômeno Reborn e a Masculinidade
O fenômeno dos bebês reborn se tornou, talvez sem querer, um espelho de um problema mais profundo: o surgimento de uma geração de homens reborn. Homens que parecem adultos, mas se comportam como meninos. Homens que simulam maturidade, mas evitam a responsabilidade. Homens que vivem na superfície das emoções, da espiritualidade e da missão.
A Imaturidade Mascarada de Maturidade
O homem reborn é muitas vezes fisicamente adulto, mas emocionalmente imaturo. Esconde-se atrás de rotinas, hobbies e desculpas. Ele pode ter músculos, carreira e uma imagem nas redes sociais, mas sua alma continua infantil.
“Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino, raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino.”
(1 Coríntios 13:11)
Esse versículo nos lembra que maturidade não vem com a idade, mas com a decisão de deixar para trás o comportamento infantil. Homens reborn não deixaram nada para trás - apenas se disfarçaram de adultos.
A Falência da Paternidade e o Desaparecimento do Sacrifício
Na família, o homem reborn evita o papel de liderança servidora. Não confronta o pecado, não pastoreia sua casa, não ora com sua esposa nem discipula seus filhos. Em vez de sacerdote do lar, torna-se um hóspede no próprio lar.
“Se alguém não cuida dos seus, especialmente dos da sua própria casa, negou a fé e é pior do que o descrente.”
(1 Timóteo 5:8)
A ausência do homem bíblico na família é uma das causas da desestruturação da sociedade. O modelo de homem que foge da responsabilidade e busca conforto antes do sacrifício está corroendo gerações.
Homens Espectadores na Igreja de Cristo
O evangelho é uma convocação à ação. Contudo, muitos homens reborn tornaram-se meros espectadores nos bancos da igreja. Não discipulam, não servem, não pregam, não choram por almas. Estão presentes, mas não participam.
“Portai-vos varonilmente, sede fortes.”
(1 Coríntios 16:13)
“Sede firmes, inabaláveis, sempre abundantes na obra do Senhor...”
(1 Coríntios 15:58)
A igreja precisa de homens que amem a Palavra, liderem com o exemplo, sejam referências de santidade e assumam seu lugar na missão de Deus.
O Medo de se Posicionar na Sociedade
Vivemos dias de relativismo e confusão moral. Muitos homens se escondem em silêncio, com medo de parecerem retrógrados ou ofensivos. Tornaram-se politicamente corretos, mas espiritualmente omissos.
“Porque Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação.”
(2 Timóteo 1:7)
O silêncio dos justos tem sido cúmplice da decadência moral. Precisamos de homens corajosos como Daniel, que orou mesmo sob decreto de morte (Daniel 6), ou como João Batista, que confrontou o pecado do rei e pagou com a vida (Marcos 6:18-29).
O Verdadeiro Homem Nascido de Novo
O problema não está apenas no comportamento dos homens, mas em sua natureza. O homem reborn tenta simular virtudes que só nascem do novo nascimento.
“Em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o Reino de Deus.”
(João 3:3)
“Se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas antigas já passaram; eis que tudo se fez novo.”
(2 Coríntios 5:17)
Ser homem de verdade começa com ser uma nova criatura. Homens renascidos pelo Espírito são transformados em líderes humildes, servos fortes, pais presentes e discípulos ativos. Eles não são perfeitos, mas vivem arrependidos, em crescimento, e com os olhos fixos em Jesus.
Conclusão: Da Simulação à Redenção
Não precisamos de mais bonecos com barba e músculos. Precisamos de homens cheios do Espírito Santo. O mundo está cheio de homens reborn, mas a Igreja é chamada a formar homens renascidos. Homens que negam a si mesmos, tomam sua cruz e seguem a Cristo. Homens que enfrentam o pecado, defendem a verdade e amam com coragem.
A masculinidade bíblica não está em extinção. Ela está apenas esquecida por muitos - mas pode ser redescoberta por todos que nascerem de novo.
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Resgatando a masculinidade bíblica com propósito eterno.
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